sábado, 25 de agosto de 2012

AS ELEIÇÕES NO SINDICATO

Nada como a prática para demonstrar a realidade. Durante nossa greve ficou claríssimo que a atual diretoria do nosso sindicato não serve para continuar na direção, que é necessário uma nova direção. Uma diretoria que não tenha medo de enfrentar os empresários e os que estão a seu serviço. Que tenha coragem e firmeza para encabeçar nossas lutas. E como eles sabem que existe um enorme descontentamento com eles, tentaram fazer as eleições o mais escondido que podiam para não terem chapa de oposição. Assim, é muito importante que uma chapa de oposição a atual diretoria que tenha conseguido se inscrever. Saudamos a iniciativa dos companheiros da chapa 2 Resistência metalúrgica, que corretamente se lançaram como oposição a atual direção, criticando o peleguismo desta. Não é porque agora a atual diretoria do sindicato incorporou uma ou outra liderança na chapa deles, que ela vai mudar alguma coisa. É ao contrario, infelizmente quem vai mudar é quem aderiu a essa chapa, mesmo que tenha tido um passado diferente, lá dentro vai ficar igual a eles. Chamamos os companheiros a votarem na oposição, Chapa 2 - Resistência metalúrgica. Eles terão nosso voto e apoio. Mas, junto com isso, gostaríamos de esclarecer de que não existe mais a CUT do passado que os companheiros da oposição imaginam. Na verdade é ao contrario, hoje quase todo movimento sindical combativo esta fora da CUT. É só lembrar o que a CUT fez na nossa greve. Veio aqui o seu presidente estadual para fazer manobra na assembléia, para nos enrolar e acabar com a greve de forma antidemocrática. E é isso que acontece em todos os lugares em que os trabalhadores entram em luta como aconteceu agora no próprio setor metalúrgico na GM. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos estava travando uma enorme luta contra as demissões de 1840 trabalhadores que a General Motors pretendia realizar. O sindicato fez uma forte campanha que conseguiu evitar as demissões e todas as centrais sindicais os apoiaram. Até mesmo as centrais conhecidas como pelegas como é o caso da Força Sindical, apoiaram essa campanha. Mas a CUT, não só não apoiou, como na prática ficou no lado dos empresários da GM. Porque falamos disso agora? Porque, esse equívoco, de manterem sua chapa fechada só como uma chapa da CUT, infelizmente pode custar caro. Uma chapa de oposição precisa de MUITO APOIO para conseguir vencer. Como companheiros só estão pegando apoio de sindicatos da CUT tem pouquíssimo apoio e isso acaba enfraquecendo a campanha. Os sindicatos da CUT, tirando um ou dois, apoiam é a atual diretoria, pois são pelegos como ela. Importantes sindicatos de metalúrgicos que dariam apoio a sua chapa, sequer foram contatados por vocês porque são de outras centrais. É um erro que é preciso ser corrigido urgentemente. Mesmo sendo uma vergonha, a chapa da atual diretoria, está usando os recursos do sindicato, e que, portanto são de todos os trabalhadores, em seu proveito. Por exemplo, estão utilizando, o carro de som do sindicato para fazer a campanha da chapa deles, imaginem como não vão fazer durante a eleição. É preciso que todos os sindicatos combativos de qualquer Central Sindical sejam chamados a apoiarem a chapa 2 para que essa tenha condições materiais (Mesários, fiscais, dinheiro para folhetos, etc.) de concorrer e vencer estas eleições. A CSP-Conlutas, chama a todos os companheiros a participarem das eleições apoiando e votando na oposição - chapa 2!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nota de apoio a Chapa 2 - Resistência Metalaurgica

Nota que a CSP conlutas joinville enviou para em apoio a Chapa 2 - Resistência Metalaurgica: Nós da CSP Conlutas de Joinville desde algum tempo, viemos nos propondo a discutir com os companheiros, como podemos apoiar de forma efetiva a sua chapa. Queremos agora reiterar nosso apoio, certos de que sem o apoio efetivo de outros sindicatos metalúrgicos combativos que temos pelo Brasil afora como, por exemplo, o de São José dos Campos, Campinas e Santos em SP ou mesmo de sindicatos de outras categorias importantes em nosso próprio estado é muito difícil se contrapor ao enorme aparelho que a CUT vai disponibilizar para manter esse importante sindicato sobre seu controle. De nada adiantará os companheiros se fecharem em torno de alguns pouquíssimos apoios de sindicatos que ainda estão dentro da CUT, pois essa Central jogará pesado para tentar impedir a vitória de sua chapa usando todo tipo de pressões e manobras como já vem ocorrendo. Vamos unidos na luta contra os pelegos do sindicato! Viva a luta dos metalúrgicos! Nota enviada através do Blog da Chapa 2 - Resistência Metalaurgica

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Reunião Internacional acontece dias 2 e 3 de maio em São Paulo.

Reunião Internacional acontece dias 2 e 3 de maio em São Paulo.

Após o 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas que acontece de 27 a 30 de abril, em Sumaré (SP), e a realização do 1º de Maio, que ocorrerá em São Paulo (capital), haverá uma reunião internacional, em São Paulo (capital) com as delegações estrangeiras que estiverem no Congresso. Esta reunião está sendo convocada pela CSP-Conlutas e pela União Sindical de Solidariedade da França (Solidaires), além de outras organizações que estavam presentes no congresso do Solidaires em junho de 2011, na França.

O objetivo desta atividade, como o de outras que já foram realizadas, é buscar avançar na unidade internacional de todos os que lutam em diversas partes do mundo. Desde o norte da África até a Europa, desde a China até a América Latina, desde a África ao Caribe e da Ásia a América Central e América do Norte.

Programação da reunião

Dia 02/05
09:00h – abertura
10:00h as 16:00h – espaço para apresentação e informes dos países
16:00h as 19:00h – possibilidade de reuniões setoriais

Dia 03/05
09:00h ás 15:00h – discussão situação internacional, campanhas e propostas de iniciativas
15:00h as 17:00h – discussão e aprovação da declaração conjunta

Para mais informações acesse o menu ao lado direito do pagina principal deste site: Reunião Internacional

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Deu na Imprensa: Acordo entre funcionários da Tupy e diretoria resulta em reajuste de 8% nos salários

A paralisação de 36 horas da Tupy, que terminou nesta terça e resultou em um aumento de 8% nos salários, começou com bilhetes trocados nos banheiros e vestiários da empresa. As primeiras conversas sobre uma possível greve começaram em janeiro.


Reclamações sobre problemas no ambiente de trabalho foram levadas inicialmente à Comissão Interna sobre Prevenção de Acidentes (Cipa).

— Falávamos das nossas insatisfações nas reuniões da Cipa e nunca fomos ouvidos. Alguma vezes falavam em nos dar advertências caso continuássemos a reclamar —, revela um dos trabalhadores que liderou o processo de mobilização interna.

Vendo que as reclamações não surtiam efeito, os trabalhadores começaram a trocar ideias por meio de bilhetes que eram colocados nos banheiros e vestiários.

— Deixávamos uma lista perguntando quem era a favor de fazer uma greve para reivindicar melhoria dos salários e do ambiente de trabalho. O pessoal escrevia na lista o nome e o turno em que trabalhava. Quando contamos um número forte o suficiente para fazer o movimento, começamos a organização —, diz o operário.

Os funcionários afirmam que os banheiros estampavam murais para a comunicação. O ritmo de trabalho nas máquinas era intensificado para que não houvesse oportunidade de conversa durante o expediente. Depois das listas de adeptos da greve, começaram os bilhetes para acertar o dia em que o movimento começaria.

A apresentação dos resultados da empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na segunda da semana passada, foi o detonador do movimento. O faturamento de R$ 2,19 bilhões em 2011 (16,8% a mais do que no ano anterior) e os lucros de R$ 203,4 milhões (31,7% maiores) foram a senha.

— Isto foi fundamental para o início da greve —, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Genivaldo Ferreira.

Os funcionários do terceiro turno, que entraram às 5 horas de domingo, saíram de seus postos de trabalho por volta das 3h30 de segunda-feira, cientes de que os colegas do turno seguinte, que começaria às 5 horas, já estariam preparados para a mobilização. Começava ali a greve que surpreendeu a Tupy.
Fonte: ClicRbs

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Deu na Imprensa:Trabalhadores da Tupy fazem greve em Joinville Movimento grevista passa de 4 mil pessoas em frente à empresa, no bairro Boa Vista Atu

Trabalhadores da Tupy fazem greve em Joinville
Movimento grevista passa de 4 mil pessoas em frente à empresa, no bairro Boa Vista

Atualizada às 17h04min

Três mil trabalhadores da Fundição Tupy iniciaram greve na madrugada desta segunda-feira, em Joinville, e pararam em frente à sede da empresa, no bairro Boa Vista.

De acordo com o sindicato que representa a categoria, a manifestação briga por um reajuste salarial de 10,5%, enquanto a empresa oferece 6%. Os trabalhadores pedem também por melhores condições de trabalho e a revisão de valores do Prêmio de Participação nos Resultados.

FOTOS: Veja galeria de imagens da paralisação

Às 14h30, o policiamento no local liberou a rua em frente à Tupy para que os trabalhadores se reunissem para votar a favor da continuação da greve. No momento da assembleia, que foi estrategicamente marcada no horário da troca de turno, o público ultrapassou os 4 mil funcionários. Todos levantaram as mãos para sinalizar que concordam em seguir com o movimento até que haja uma negociação justa com a empresa.

Diante da greve, representantes do sindicato patronal da categoria estão em reunidão para debater o tema. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Genivaldo Ferreira, foi chamado para o encontro.

Através de um comunicado oficial, a Tupy informa que a paralisação estaria atingindo somente 10% dos trabalhadores do turno da noite e que as operações não foram afetadas. E informa que as negociações entre os sindicatos, cuja data base foi prorrogada para 30 de abril, continuam em andamento. A última greve ocorrida na Tupy foi em 1996.

Fonte: ClicRbs

Apoio aos trabalhadores(as) da Tupy

Nós, da CENTRAL SINDICAL E POPULAR, CSP-Conlutas, apoiamos integralmente a luta dos companheiros(as) da Tupy e queremos, nesse momento, expressar nossa solidariedade.
Para nós, trabalhadores, cabe sempre contar apenas com nossas próprias forças para conseguir o que nos é de direito. Sabemos que para os patrões não faltam apoiadores, seja entre os governantes, ou na imprensa, de todo lado eles sempre contam com todo tipo de apoio.
Nossa luta mesmo sendo mais que justa, sempre se choca com a intransigência da patronal, que é insaciável na sua sede de lucros. Eles nos forçam a trabalhar em um ritmo absurdo, colocando em risco nossa saúde e até a vida. Mas negam sempre qualquer aumento, por pequeno que seja, agora, até mesmo na PPR querem nos engambelar.
Não nos resta outro caminho que não seja o da luta aberta. Por isso vocês estão corretos em cruzar os braços, pois é só com o prejuízo causado por nossa paralisação que poderemos quebrar essa intolerância da empresa.
Chamamos a todos os companheiros(as) a organizadamente seguirem na luta até a vitória. Viva a luta dos Trabalhadores da TUPY!